A indeterminação no pensamento: psicanálise, inconsciente e diferença

Luiz Paulo Leitão Martins

Este ensaio investiga o lugar da diferença na constituição da teoria psicanalítica. Dividido em três partes centrais, começará definindo a centralidade da experiência de Sigmund Freud com a histeria no início de sua trajetória, tendo em vista a configuração que se estabelecerá entre saber e objeto na psicanálise. Depois disso, a psicanálise será pensada a partir de um olhar sobre a modernidade, com o objetivo de se identificar, nas diferentes versões do conceito de inconsciente, as figuras de impensado e de finitude correspondentes à época. A indeterminação do inconsciente própria à subjetividade será, por fim, avaliada no interior do discurso psicanalítico, aproximando-se assim a psicanálise a um pensamento filosófico da diferença na contemporaneidade.

Palavras-chave: psicanálise; inconsciente; sujeito; diferença; negatividade.


This essay investigates the place of difference in the constitution of the psychoanalytic theory. Divided into three central parts, it starts defining the centrality of the experience of Sigmund Freud with regards to hysteria at the beginning of his trajectory in order to establish the configuration between knowledge and object in psychoanalysis. After that, psychoanalysis will be considered based on a perspective of modernity in order to identify, in the different versions of the unconscious concept, the figures of unthought and finitude that correspond to that time. The indeterminacy of the unconscious inherent to subjectivity will be then evaluated within the psychoanalytic discourse, thus approaching psychoanalysis to a philosophical thought of the difference in the present time.

Keywords: psychoanalysis; unconscious; subject; difference; negativity.